domingo, 20 de maio de 2007

Há dias

Há dias que passam outros que não
Há dias que se arrastam numa doce lentidão
Há dias em que te amo, há dias em que não!
Há dias que deviam ser noites, noites que não deviam terminar com Sol
Há dias que perco por pura estupidez, outros que parecem três!

Há dias que não me conheço, outros em que tão facilmente me encontro
Há dias em que te sinto, outros em que nem te busco
Há dias em que sou surda, prefiro a surdez ao inválido confronto
Há dias em que oiço o mais distante som, outros nem escuto o seu tom.

Há dias que não vou esquecer, mesmo depois de morrer
Há dias que me permitem, há dias aos quais desobedeço
Há dias que me constrangem e dias que me libertam.
Há dias em que durmo acordado, sonhando com a força do sono,
outros há em que simplesmente não durmo!

Há dias em que quero o mar, outros em que quero o céu e voar
Há dias que em que me cansas, há dias que não sei como to explicar.
Há dias em que me embalas, nesses não queria acordar…
Há dias em as flores têm asas, os peixes pétalas de escamas douradas,
dias com ou sem sentido, há dias e dias!

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