Não pretendo sequer tentar resistir, a ferrugem que aumenta não me incomoda. O tempo existe realmente, mas como o sentimos é que faz o relógio ganhar movimento, e ele anda e pára sempre que lhe toco com um dedo ou sopro de leve os frágeis ponteiros.
Instintos intemporais não são animais, são humanos e descentrados, alienações de um centro sem epicentro e descontornado por linhas ténues e grossas. Abri a caixa mas só havia espaço, um espaço tão grande onde nem sequer cabes porque és maior…um gigante de ferro gasto e cores cansadas que nem por isso deixam de ser cores!
Cabes-me entre a unha comprida e o pequeno dedo, meto-te na boca sem querer e quase te engulo! Não me engasgo. Escorregas tão bem como papas para bebé. Mandei a caixa fora, tou farta de limites de espaço, de tampas, de lugares fechados e apertados.
O mundo é tão grande que o trinco quando roo a unha do meu dedo polegar, é a que tem mais camadas, a que mais prazer me dá mordiscar!
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4 comentários:
Estive lá no dia em que este texto rompeu da tua criatividade.. Ouvi da tua boca sentindo o que cada frase quer dizer..porque "ouvi-lo" tem ainda mais força que "lê-lo".
Gosto das palavras e da força que lhes dás.
Beijo Grande
Carina
O tempo é uma memória do passado e uma premonição do futuro! Por nossa rotina robotizada ele nunca foi tão visível, rei do nosso dia a dia, se nos alheamos dele perdemos o que temos sem termos desejado ter! Não queria pensar no tempo, queria apenas viver o momento, mas o tempo me obriga a obedecer-lhe. O tempo me grita as horas a que devo comer,dormir, bla bla bla... queria libertar-me das tuas correntes, mas tal sindrome de estocolmo tua prisioneira me manténs.
A própria noção do tempo mudou, já não vemos o seu ciclo no suave dançar dos astros mas sentimo-lo no pulso, de tal forma que já não sentimos a nossa própria pulsação.
Free Mind to... Just Be!
O tempo é uma memória do passado e uma premonição do futuro! Por nossa rotina robotizada ele nunca foi tão visível, rei do nosso dia a dia, se nos alheamos dele perdemos o que temos sem termos desejado ter! Não queria pensar no tempo, queria apenas viver o momento, mas o tempo me obriga a obedecer-lhe. O tempo me grita as horas a que devo comer,dormir, bla bla bla... queria libertar-me das tuas correntes, mas tal sindrome de estocolmo tua prisioneira me manténs.
A própria noção do tempo mudou, já não vemos o seu ciclo no suave dançar dos astros mas sentimo-lo no pulso, de tal forma que já não sentimos a nossa própria pulsação.
Free Mind to... Just Be!
OOps peço desculpa pela repetição.Ainda sou um pouco azelha na utilização do blog ;)
Hasta
*
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