Mãos trocadas ou direitas, não importa
Pegar num papel ou numa caneta,
Faz-se até sem mãos, mas nunca sem ideias
Ideias certas ou erradas, não importa
Dizem o que não digo, falam o que quero
Aí reside a verdade da relatividade.
Como se sente algo,
Como se interpreta uma palavra,
Por pouco sentido que tenha,
Ela existe por si só.
Aos olhos de quem a vê,
Na boca de quem a pronuncia,
Ganha uma nova vida,
E também uma nova morte
Mas o cérebro nunca morre
Nunca pára, nunca acalma
Extremo? Talvez.
Mas é assim para mim
E é assim para ti.
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