domingo, 4 de fevereiro de 2007

Ausência


Se ao menos pudesse sentir o toque dos teus lábios, a textura da tua pele, e sentir o teu cheiro no meu corpo. Não pedia mais do que um beijo eterno, que, embora pudesse não durar para sempre terrenamente, viveria infinitamente cá dentro. Choro os momentos de uma ausência brusca, que de não permeditada, não mentalizada, não se assimila. O coração voa mais alto do que o negro do céu da noite, e cruelmente apaga as estrelas que iluminam o teu rosto…è fusca a luz que nos abre o caminho, lanternas de óleo, velhas, mas muitas. Há sempre uma que se acende quando uma outra se apaga. E a rua permance caminhável. Queria-te sobre os meus lençóis de sonhos, que me combrem e aquecem nas noites de Verão… noites de verão sem calor, sem fogo, sem chama, sem vida.

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