segunda-feira, 16 de abril de 2007
K nervos!
Porque é que isto acontece? Sinceramente não entendo...deves ter algo que eu não consigo mesmo entender! Basta chegares por trás ou pela frente, sinto-te o cheiro à légua, e já não consigo mais do que querer-te!
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Música do mar
A música toca em pontos a que não chego. Sorrisos impermeáveis que se acumulam no limiar da verdade. A chuva, no entanto, passa o manto que a sela com toda a facilidade! Vivo longe...longe do mundo em que habito e do chão que piso, ou não, em vão ou com sentido. A música toca sempre, com ou sem colunas, sem notas sem sons sem cadência, mas entra no ouvido e não se encontra o off da máquina avariada que está a trabalhar há tempo demais.
Num céu longínquo as nuvens fogem apressadas levadas por um som que desconhecem mas que as encantam, como o som das sereias encatava os marinheiros que se perdiam no mar e não mais conseguiam voltar. Mas voltavam. Porque nunca partiam. Ninguém parte de verdade se aqui deixar o seu pedacinho de verdade, de razão, de sensibilidade, de amor, de paz, de sabedoria. A sabedoria não se aprende, está cá dentro, todos a temos e poucos a conseguem encontrar, porque virados para o exterior esquecem-se de procurar o que está mais perto, é sempre mais difícil ver o que está diante de nossos olhos, dentro de nós mesmos, no interior que se sente e não se alcança. Mas é possível, é sempre possível, basta nunca cessar uma procura que é tudo menos uma perca de tempo. Enquanto procuramos só desobrimos mais e mais e até nos perdemos dez vezes antes de nos encontrarmos a tempo de o perceber! Não importa onde chegamos, se vamos ao mar e não voltamos, importa o caminho, a viagem, o rasto que deixamos por onde passamos...no coração de quem tocamos.
Num céu longínquo as nuvens fogem apressadas levadas por um som que desconhecem mas que as encantam, como o som das sereias encatava os marinheiros que se perdiam no mar e não mais conseguiam voltar. Mas voltavam. Porque nunca partiam. Ninguém parte de verdade se aqui deixar o seu pedacinho de verdade, de razão, de sensibilidade, de amor, de paz, de sabedoria. A sabedoria não se aprende, está cá dentro, todos a temos e poucos a conseguem encontrar, porque virados para o exterior esquecem-se de procurar o que está mais perto, é sempre mais difícil ver o que está diante de nossos olhos, dentro de nós mesmos, no interior que se sente e não se alcança. Mas é possível, é sempre possível, basta nunca cessar uma procura que é tudo menos uma perca de tempo. Enquanto procuramos só desobrimos mais e mais e até nos perdemos dez vezes antes de nos encontrarmos a tempo de o perceber! Não importa onde chegamos, se vamos ao mar e não voltamos, importa o caminho, a viagem, o rasto que deixamos por onde passamos...no coração de quem tocamos.
domingo, 8 de abril de 2007
Uma pequena cama

Uma pequena cama,
grande demais para mim
Um pequeno sonho,
inconsciente e sem fim
Um susto demorado,
um batimento acelerado,
uma ansiedade cansada.
Olhos fechados que vêem,
mãos abertas que não recebem,
lágrimas secas que espremem,
a pele gasta de pensar...
O dia que espera p´la noite chegar.
Noites de ausência
de cama cheia
de coração vazio.
Sonhos incompletos,
sonos despertos
Dias cansativos!
grande demais para mim
Um pequeno sonho,
inconsciente e sem fim
Um susto demorado,
um batimento acelerado,
uma ansiedade cansada.
Olhos fechados que vêem,
mãos abertas que não recebem,
lágrimas secas que espremem,
a pele gasta de pensar...
O dia que espera p´la noite chegar.
Noites de ausência
de cama cheia
de coração vazio.
Sonhos incompletos,
sonos despertos
Dias cansativos!
luz escura

Pensar ilusoriamente que um passado fica lá atrás e o hoje sem ele consegue chegar ao amanhã. O hoje não é mais do que a soma de todos os ontens, que esquecidos os dias que passaram escuros se relembram os que nos deixaram iluminados com suas caudas de luz. Muitos iluminados de peso e bacidade…mas lembrados!
Cheguei sem pensar. Alheada de mim própria esqueci que fazes parte do que sou e do que serei, foste quase uma costela, para não dizer a medula, a manifestação mais forte
que cresceu comigo enquanto o meu tamanho ía na mesma direcção.
Cheguei sem ter chegado, pois foi na ausência até de um pensamento que aterrei num mundo onde te respiro a cada exalação. É uma respiração pesada que me cansa… Duas noites sem dormir, pensei recuperar energias e forças, quem sabe encontrar a paz que busco e não alcanço.
Mais uma vez atraiçoada pelos meus próprios ideais abro os olhos mais cansada do que quando os fecho. Terei de olhar na direcção oposta, nem que me ponha de costas, enterre a cabeça, vende os olhos, gire sobre mim própria até não saber onde estou, para onde vou, para que lado estou virada. Prefiro o não-caminho a um caminho onde não consigo caminhar!
Não sou nada nem ninguém para escrever estas palavras sem sentido, mas a mão que as escreve é do meu braço, o braço é do meu corpo, o meu corpo tem uma alma e um coração – que se ancoram em águas de marés com correntes opostas.
Cheguei sem pensar. Alheada de mim própria esqueci que fazes parte do que sou e do que serei, foste quase uma costela, para não dizer a medula, a manifestação mais forte
que cresceu comigo enquanto o meu tamanho ía na mesma direcção.
Cheguei sem ter chegado, pois foi na ausência até de um pensamento que aterrei num mundo onde te respiro a cada exalação. É uma respiração pesada que me cansa… Duas noites sem dormir, pensei recuperar energias e forças, quem sabe encontrar a paz que busco e não alcanço.
Mais uma vez atraiçoada pelos meus próprios ideais abro os olhos mais cansada do que quando os fecho. Terei de olhar na direcção oposta, nem que me ponha de costas, enterre a cabeça, vende os olhos, gire sobre mim própria até não saber onde estou, para onde vou, para que lado estou virada. Prefiro o não-caminho a um caminho onde não consigo caminhar!
Não sou nada nem ninguém para escrever estas palavras sem sentido, mas a mão que as escreve é do meu braço, o braço é do meu corpo, o meu corpo tem uma alma e um coração – que se ancoram em águas de marés com correntes opostas.
quarta-feira, 21 de março de 2007
Amarrados
Penso porque existo
Existo porque penso
Não queria pensar mas existo
Existo nos pensamentos
Vivo nos momentos.
A vida corre agitada
Os dias passam parados
O mundo gira rápido
Os meus pés estão amarrados.
Corro sem sair do sítio
Salto sem chegar ao tecto
Caio sem tocar o chão
Paro no momento certo.
Os pensamentos giram no mundo de pés amarrados, de saltos sem pernas e braços sem tectos. O momento passou da realidade para o mundo, que o soltou na órbita do planeta errado. O meu passado.
Existo porque penso
Não queria pensar mas existo
Existo nos pensamentos
Vivo nos momentos.
A vida corre agitada
Os dias passam parados
O mundo gira rápido
Os meus pés estão amarrados.
Corro sem sair do sítio
Salto sem chegar ao tecto
Caio sem tocar o chão
Paro no momento certo.
Os pensamentos giram no mundo de pés amarrados, de saltos sem pernas e braços sem tectos. O momento passou da realidade para o mundo, que o soltou na órbita do planeta errado. O meu passado.
terça-feira, 20 de março de 2007
Não mostres
Quando se mostra a vontade esquecem-se de nós. Joguinhos mesquinhos que jogam sem que os jogadores ponham o dinheiro na mesa. As apostas sobem. Descem ao mais baixo nível da possibilidade. A ânsia de conseguir o que foge é traiçoeira ao ponto de nos fazer esquecer as regras de ouro do jogo da vida. São cartadas mandadas ao chão, cartas que nunca verão a luz, comem o pó da mesa ou do tapete em que fora
m largadas. Mãos nervosas, apertam dedos suados, que se enfiam na boca e são roídos por dentes estriquinados e irritados! Perdes-te…porque nem percebeste o início! Já conhecias o fim e desististe a tempo!
m largadas. Mãos nervosas, apertam dedos suados, que se enfiam na boca e são roídos por dentes estriquinados e irritados! Perdes-te…porque nem percebeste o início! Já conhecias o fim e desististe a tempo! domingo, 18 de fevereiro de 2007
Ponte
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É nos teus lábios que me encontro e me perco. Uma distância de tempo ou de espaço não se revela proibidora de te sentir como sinto. Pergunto-me por vezes se não terei contrariado o destino, dado facadas numa vida que jurava a pés juntos ser feliz, e que abandonei a uma sorte que desconhecia e que alguém conheceu porque eu assim o quis. Nunca esquecerei o sabor do beijo que me deste nas alturas de uma ponte que praticamente me elevou aos céus. Céu de onde não queria mais cair, porque presa pela dormência de metade do meu corpo, uma dormência que não queria acordar. Não sei porque acordei sem ti do meu lado, talvez nunca o saberei. Questiono mais ainda que sono teria surgido se déssemos as mãos e agarrássemos a ponte com a outra, com todas as forças internas que nos unem e nunca nos separarão. Adoro o teu tamanho igual ao meu, duas pecinhas de um puzzle de mil peças que encaixaram sem grandes esforços e na perfeição. E eram mil peças!! Coisa difícil… Mais impossível ainda será esquecer-te, não o farei nunca, a minha saudade não o permite. Espero-te…
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