sábado, 5 de maio de 2007
Segundo
Foi em apenas um segundo de um tempo que não corria que toda a minha vida se apressou. Cambaleando por sensações electrificantes … e campos energéticos que me deixam os pensamentos presos ao teu nome. Nome que podia ser o meu se com este sexo não nascesse, cérebro que podia ser meu se não fosse teu! A importância que damos às coisas é ou não fortalecida com a carga psicológica com que a forramos. E forros malucos que cobrem o que não devem não chegam para tapar o que sinto. É cruel e saboroso o sofrimento diário de olhar sem nada mais poder fazer. É feliz saber encontrar-te todos os dias, triste demais nunca te encontrar de verdade. Possuo o que não me pertence e o mundo acabará por o perceber! Até os ceguinhos cessarão de não ver…
Contar
Queria contar-te tudo. Acabei por contar mais do que esperava. Supus que um desabafo sentido acabaria um pouco com esta ansiedade constante mas não podia estar mais equivocada. Só reforçou o que não gritava por qualquer reforço. E agora? Será o dia de hoje diferente do de ontem? De amanhã? Diferentes certamente todos são…trago na mala a noite de sonhos ilustres que me atacaram ferozmente, sem receio de que acordasse sem fazer mais nada além de os tornar realidade. Mas o sol não o permite, só a lua e as estrelas adoçam o que ao sol derrete…
...
Um toque que faz estremecer
um cheiro que faz respirar,
Sem parar, com dificuldade, com vontade
Desviar secretamente o olhar
antes que se torne demasiado tarde.
Fuga súbita de um eu que arde
Na dilaceração de um coração
Que parte em busca de uma solução,
que não existe ou não ousa aparecer
Penso-te sem pensar, imagino…
Será a imaginação uma traição?
Será que nunca se atraiçoa sem propósito?!
Sei qual é o meu mas não como lá chegar!
um cheiro que faz respirar,
Sem parar, com dificuldade, com vontade
Desviar secretamente o olhar
antes que se torne demasiado tarde.
Fuga súbita de um eu que arde
Na dilaceração de um coração
Que parte em busca de uma solução,
que não existe ou não ousa aparecer
Penso-te sem pensar, imagino…
Será a imaginação uma traição?
Será que nunca se atraiçoa sem propósito?!
Sei qual é o meu mas não como lá chegar!
segunda-feira, 16 de abril de 2007
K nervos!
Porque é que isto acontece? Sinceramente não entendo...deves ter algo que eu não consigo mesmo entender! Basta chegares por trás ou pela frente, sinto-te o cheiro à légua, e já não consigo mais do que querer-te!
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Música do mar
A música toca em pontos a que não chego. Sorrisos impermeáveis que se acumulam no limiar da verdade. A chuva, no entanto, passa o manto que a sela com toda a facilidade! Vivo longe...longe do mundo em que habito e do chão que piso, ou não, em vão ou com sentido. A música toca sempre, com ou sem colunas, sem notas sem sons sem cadência, mas entra no ouvido e não se encontra o off da máquina avariada que está a trabalhar há tempo demais.
Num céu longínquo as nuvens fogem apressadas levadas por um som que desconhecem mas que as encantam, como o som das sereias encatava os marinheiros que se perdiam no mar e não mais conseguiam voltar. Mas voltavam. Porque nunca partiam. Ninguém parte de verdade se aqui deixar o seu pedacinho de verdade, de razão, de sensibilidade, de amor, de paz, de sabedoria. A sabedoria não se aprende, está cá dentro, todos a temos e poucos a conseguem encontrar, porque virados para o exterior esquecem-se de procurar o que está mais perto, é sempre mais difícil ver o que está diante de nossos olhos, dentro de nós mesmos, no interior que se sente e não se alcança. Mas é possível, é sempre possível, basta nunca cessar uma procura que é tudo menos uma perca de tempo. Enquanto procuramos só desobrimos mais e mais e até nos perdemos dez vezes antes de nos encontrarmos a tempo de o perceber! Não importa onde chegamos, se vamos ao mar e não voltamos, importa o caminho, a viagem, o rasto que deixamos por onde passamos...no coração de quem tocamos.
Num céu longínquo as nuvens fogem apressadas levadas por um som que desconhecem mas que as encantam, como o som das sereias encatava os marinheiros que se perdiam no mar e não mais conseguiam voltar. Mas voltavam. Porque nunca partiam. Ninguém parte de verdade se aqui deixar o seu pedacinho de verdade, de razão, de sensibilidade, de amor, de paz, de sabedoria. A sabedoria não se aprende, está cá dentro, todos a temos e poucos a conseguem encontrar, porque virados para o exterior esquecem-se de procurar o que está mais perto, é sempre mais difícil ver o que está diante de nossos olhos, dentro de nós mesmos, no interior que se sente e não se alcança. Mas é possível, é sempre possível, basta nunca cessar uma procura que é tudo menos uma perca de tempo. Enquanto procuramos só desobrimos mais e mais e até nos perdemos dez vezes antes de nos encontrarmos a tempo de o perceber! Não importa onde chegamos, se vamos ao mar e não voltamos, importa o caminho, a viagem, o rasto que deixamos por onde passamos...no coração de quem tocamos.
domingo, 8 de abril de 2007
Uma pequena cama

Uma pequena cama,
grande demais para mim
Um pequeno sonho,
inconsciente e sem fim
Um susto demorado,
um batimento acelerado,
uma ansiedade cansada.
Olhos fechados que vêem,
mãos abertas que não recebem,
lágrimas secas que espremem,
a pele gasta de pensar...
O dia que espera p´la noite chegar.
Noites de ausência
de cama cheia
de coração vazio.
Sonhos incompletos,
sonos despertos
Dias cansativos!
grande demais para mim
Um pequeno sonho,
inconsciente e sem fim
Um susto demorado,
um batimento acelerado,
uma ansiedade cansada.
Olhos fechados que vêem,
mãos abertas que não recebem,
lágrimas secas que espremem,
a pele gasta de pensar...
O dia que espera p´la noite chegar.
Noites de ausência
de cama cheia
de coração vazio.
Sonhos incompletos,
sonos despertos
Dias cansativos!
luz escura

Pensar ilusoriamente que um passado fica lá atrás e o hoje sem ele consegue chegar ao amanhã. O hoje não é mais do que a soma de todos os ontens, que esquecidos os dias que passaram escuros se relembram os que nos deixaram iluminados com suas caudas de luz. Muitos iluminados de peso e bacidade…mas lembrados!
Cheguei sem pensar. Alheada de mim própria esqueci que fazes parte do que sou e do que serei, foste quase uma costela, para não dizer a medula, a manifestação mais forte
que cresceu comigo enquanto o meu tamanho ía na mesma direcção.
Cheguei sem ter chegado, pois foi na ausência até de um pensamento que aterrei num mundo onde te respiro a cada exalação. É uma respiração pesada que me cansa… Duas noites sem dormir, pensei recuperar energias e forças, quem sabe encontrar a paz que busco e não alcanço.
Mais uma vez atraiçoada pelos meus próprios ideais abro os olhos mais cansada do que quando os fecho. Terei de olhar na direcção oposta, nem que me ponha de costas, enterre a cabeça, vende os olhos, gire sobre mim própria até não saber onde estou, para onde vou, para que lado estou virada. Prefiro o não-caminho a um caminho onde não consigo caminhar!
Não sou nada nem ninguém para escrever estas palavras sem sentido, mas a mão que as escreve é do meu braço, o braço é do meu corpo, o meu corpo tem uma alma e um coração – que se ancoram em águas de marés com correntes opostas.
Cheguei sem pensar. Alheada de mim própria esqueci que fazes parte do que sou e do que serei, foste quase uma costela, para não dizer a medula, a manifestação mais forte
que cresceu comigo enquanto o meu tamanho ía na mesma direcção.
Cheguei sem ter chegado, pois foi na ausência até de um pensamento que aterrei num mundo onde te respiro a cada exalação. É uma respiração pesada que me cansa… Duas noites sem dormir, pensei recuperar energias e forças, quem sabe encontrar a paz que busco e não alcanço.
Mais uma vez atraiçoada pelos meus próprios ideais abro os olhos mais cansada do que quando os fecho. Terei de olhar na direcção oposta, nem que me ponha de costas, enterre a cabeça, vende os olhos, gire sobre mim própria até não saber onde estou, para onde vou, para que lado estou virada. Prefiro o não-caminho a um caminho onde não consigo caminhar!
Não sou nada nem ninguém para escrever estas palavras sem sentido, mas a mão que as escreve é do meu braço, o braço é do meu corpo, o meu corpo tem uma alma e um coração – que se ancoram em águas de marés com correntes opostas.
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